A sátira no cancioneiro tradicional português

Autor ou contribuidor
Título
A sátira no cancioneiro tradicional português
Resumo
O macrocampo onde a sátira oral se expande com o vigor cortante dos epigramas é o do elemento humano. Nesta forma de expressão pontuam figuras, tipos humanos e classes sociais que, pelos seus vícios, tiques ou ações, se tornaram objecto de derisão destrutiva. Categoria estética relegada, regra geral, para as franjas mais marginais do sistema semiótico literário oral tanto pelos intérpretes-autores como pelos estudiosos e pelos recetores – como não raro sucede na sátira da literatura tout court –, a sátira em verso constitui um instrumento ao serviço da nomeação daquilo que, num determinado momento histórico, é visto como degenerescência da sociedade ou como vício e maldade de alguns dos seus membros (pessoas e instituições).
Publicação
Trabalhos de Antropologia e Etnologia
Data
2005
Volume
45
Número
3-4
Páginas
87-114
Acedido
04/03/24, 21:39
Língua
pt
Catálogo de Biblioteca
ojs.letras.up.pt
Licença
Direitos de Autor (c) 2020 Trabalhos de Antropologia e Etnologia
Extra
Number: 3-4
Citação
NOGUEIRA, Carlos, 2005. A sátira no cancioneiro tradicional português. Trabalhos de Antropologia e Etnologia [em linha]. 2005. vol. 45, no. 3–4, p. 87–114. [Acesso em 4 março 2024]. Disponível em: https://ojs.letras.up.pt/index.php/tae/article/view/9888
Espaço Geocultural
Ligação para este recurso