‘A arte é o que fica na história’ O Ano de 1993 de José Saramago e as ilustrações de Graça Morais

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Título
‘A arte é o que fica na história’ O Ano de 1993 de José Saramago e as ilustrações de Graça Morais
Resumo
Este estudo analisa aspectos do tratamento da guerra, da violência de género, mas também das relações entre política, poesia e arte, em O Ano de 1993 (1975) de José Saramago e nas ilustrações realizadas por Graça Morais para a reedição do livro em 1987. Estabelece-se um diálogo interdisciplinar, não somente pelo facto de o texto ter sido ilustrado, mas também porque já se caracteriza por um forte pendor imagético. Após uma revisitação crítica do texto literário e do seu diálogo com o surrealismo teórico e pictórico, argumenta-se que os desenhos de Graça Morais realizam uma tradução inter-semiótica exemplar dos poemas: tanto no que diz respeito aos âmbitos temáticos referidos, como também desde o ponto de vista da construção poética e estética em geral. Os desenhos constroem uma narrativa poética que até pode ser apreciada com independência do texto saramaguiano, e que reafirma, assim, a sua mensagem política, o que justifica que a edição de 1987 seja considerada de referência.
Publicação
Bulletin of Hispanic Studies
Data
2020-07
Volume
97
Número
7
Páginas
763-792
Acedido
22/07/24, 23:46
Catálogo de Biblioteca
liverpooluniversitypress.co.uk (Atypon)
Extra
Publisher: Liverpool University Press
Citação
BALTRUSCH, Burghard, 2020. ‘A arte é o que fica na história’ O Ano de 1993 de José Saramago e as ilustrações de Graça Morais. Bulletin of Hispanic Studies [em linha]. julho 2020. vol. 97, no. 7, p. 763–792. [Acesso em 22 julho 2024]. DOI 10.3828/bhs.2020.44. Disponível em: https://www.liverpooluniversitypress.co.uk/doi/10.3828/bhs.2020.44
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