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Em 2016, Victor Correia publicou o livro Fernando Pessoa: a Homossexualidade, a Identidade de Género, e as Mulheres (Paris: Nota de Rodapé Edições), mas a obra não beneficiou da repercussão crítica e pública que o volume Homossexualidade e Homoerotismo em Fernando Pessoa provavelmente terá. A tiragem foi curta, numa editora pequena que, entretanto, fechou, e a esta vicissitude soma-se o tipo de textos selecionados: excertos, não, como neste livro, composições integrais.
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No mundo ocidental, são muitas as vozes que nos vão lembrando, de tempos a tempos, que já não sabemos encarar a morte com frontalidade e dignidade. Assumiu-se que falar da morte é produzir uma dor ou um mal-estar que colidem com os valores da nossa sociedade, cada vez mais voltada para o culto da beleza e da eterna juventude. Até sensivelmente às décadas de 70 ou 80 do século passado, a sociedade portuguesa, sobretudo a mais rural, não escondia dos mais novos as doenças, o envelhecimento e a morte dos entes queridos, e o cancioneiro infantil e juvenil era uma das grandes expressões e uma das fontes de todos estes temas. Hoje, estas são questões praticamente silenciadas, dir-se-ia até proibidas, e por isso muitas crianças são educadas sem o conhecimento da morte. Partindo destes pressupostos, abordaremos neste artigo a questão da morte na poesia oral e tradicional infantil portuguesa moderna e contemporânea. Veremos, em particular, se a morte aparece mais como personagem ou mais como acontecimento, refletiremos sobre os seus tipos e as suas incidências semânticas, simbólicas e pragmáticas, e discutiremos se vale a pena trazer estes textos para o contexto educativo.
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Neste artigo, através de uma análise das formas e dos conteúdos de várias pelejas brasileiras, selecionadas de entre muitas centenas de folhetos de cordel, procuramos mostrar de que modo aí se apresentam e confrontam homens e mulheres; e procuramos, ainda, compreender o lugar deste género textual na (re)construção da sociedade brasileira (e não só).
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Professionalization and political engagement are usually placed as incompatible in the case of journalism and the mainstream press, resulting in an identification of cultural resistance exclusively with alternative/amateur vehicles. I will use the concept of journalistic field as introduced by Pierre Bourdieu to review these assumptions and discuss a form of political resistance that acts in one's own area of knowledge, is not overtly political and whose effects are not immediately accountable for. Drawing examples from my research on two literary newspapers published in the 1950s in Brazil and Uruguay, this paper will focus on the implications of didacticism for literary criticism as a genre of newswriting. The analysis of these newspapers will lead to a reflection on two main issues: a) the conflict between the professionalization and democratization of literature; and b) the definition of resistance as necessarily an action that is against something. The article will reconsider education in journalism as a form of resistance, taking into account its risks of becoming political indoctrination and commercial manipulation, but emphasizing its potential as a way of expanding access to literature.
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This essay is a brief study of translation as a practice of aesthetic resistance seen from a historical and philosophical perspective. Translation is perceived as the process of transition and negotiation within the ‘third space' between various different hybrid cultural contexts and their discursive constraints, and referred to as ‘paratranslation'. It summarises the first attempts to think of translation as an almost ‘holistic' paradigm and the aesthetics of intervention from Romantic philosophy onwards. It attempts to show how Walter Benjamin's master narrative, the utopia of ‘pure language', encourages continuous resistance to the totalitarianism of the idea of the ‘original', to aesthetics (within the sense of the perception of the real) and to dominant discourses. It subsequently defines the idea of ‘progress', which considers translation as aesthetic resistance, as a process of construction in constant deconstruction. It concludes by exemplifying the notion of translation as a paradigm of intervention in modernity with a brief analysis of the transcreation performed by Erin Mouré on Fernando Pessoa/Alberto Caeiro's poetic cycle, O Guardador de Rebanhos (The Keeper of Sheep).
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Prólogo Capítulo I: Testimoniar en oxímoron (El caso César Vallejo) Capítulo II: Testimoniar sin lengua (El caso Alejandra Pizarnik) Capítulo III: Testimoniar sin metáfora (Los casos Washington Cucurto, Martín Gambarotta, Roberta Iannamico). *** Testimoniar en oxímoron, testimoniar sin lengua, testimoniar sin metáfora. Con estas tres fórmulas, Tamara Kamenszain bordea lo dicho por la poesía en los casos César Vallejo, Alejandra Pizarnik, Washington Cucurto, Martín Gambarotta y Roberta Iannamico. El testimonio no es prueba de la realidad sino en todo caso una muestra de vida. La poesía como testimonio mantiene viva la posibilidad de decir. Poniendo los saberes en falta, la poesía dice, da cuenta de la realidad, pero sin que esto signifique apelar a los realismos. En la imposibilidad indecible de todo testimonio, allí la poesía encuentra su boca. En este marco, los ensayos de Kamenszain registran una nueva lectura, tejen otros textos: el Vallejo de España, aparta de mí este cáliz pone en fecha los hechos, recibe en el propio aliento la boca del otro, mata la muerte. Y así como Vallejo deja entrar lo que de vida hay en la muerte, Pizarnik tramita lo que de muerte hay en la vida, en el punto de cese de la lengua que habla en sus últimos libros. Intentando despegar la escritura poética de su herramienta retórica por excelencia, la metáfora, los nuevos poetas buscan pinchar el efecto de show de la realidad. El realismo atolondrado en Cucurto, la búsqueda de lo real en Gambarotta, y el uso en Iannamico son modos de poner al poema en circulación, justo antes de que la ‘literatura’ se extinga. Precisa, lúcida y emotiva, la mirada de Kamenszain renueva las lecturas de dos grandes poetas de la poesía latinoamericana y descubre modos posibles de leer a las nuevas generaciones de la poesía argentina.
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El siglo XX se terminó –y el XXI empezó o, todavía, espera– con una crise de vers no menor de la que Mallarmé diagnosticó –y contribuyó a precipitar– a finales del XIX. El signo de la crisis, sin embargo, es distinto: con el simbolismo se trataba de una tensión no resuelta entre los instrumentos tradicionales de la poesía y la búsqueda de algo nuevo, de recomienzo. El mundo cambiaba visiblemente y a poesía buscaba su lugar en una situación demasiado volátil para su necesidad de pisar suelo firme. En esa zona de transición se carga el resorte que va a impulsar las primeras vanguardias. La crisis de hoy es menos un desconcierto que un compás de espero.
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Tipo de recurso
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Ano de publicação
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Entre 2000 e 2026
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Entre 2000 e 2009
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Entre 2000 e 2009
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